Sexta-feira, Julho 9, 2010

Mais é melhor!

É um lema muito comum: muito é que conta, não bem! A escola precisa de instruir e de tempo próprio para cada aluno. Mas não. Importa avançar sobre os conteúdos, ou seja “dar aulas”, sem se perceber se o aluno entendeu e o que necessita para entender.

Não há tempo para automatizar procedimentos, reflectir sobre o que se aprendeu, consolidar saberes, discuti-los. Não há tempo para criar um universo de experiências concretas onde apoiar as aprendizagens.

Depois admiram-se com os resultados. Fico espantado é que alunos e professores ainda consigam isto!

A escola hoje é uma correria para alunos e professores, atrás dos conteúdos, exemplo: em Físico-Química, no 9ºano, a matéria que se leccionava à 30 anos no ano lectivo todo, é a que hoje se lecciona num período! Dêem uma vista de olhos pela quantidade de livros e quantidade de matéria com que alunos e professores têm que lidar.

Para além disso, foi determinado que a escola tem também que educar, não só instruir; depois, cada governo que entra e muda o que está, lá têm os professores que lidar com a burocracia. Até que o país dê atenção à educação, professores e alunos são fiambre em sanduíche política sem clareza.

Publicado por António em 12:13:54 | Link | Comentários Desligados

Domingo, Junho 6, 2010

Política educativa

Gostava que a escola não andasse atrás da política, porque não se trata de gestão de interesses e negociações pontuais, localizadas no tempo e contextualizadas, mas do interesse a longo prazo do país e das pessoas.

A assembleia da república deveria ter uma equipa dedicada e assessorada para este sistema educativo, que definisse a sua filosofia , as estratégias e os limites.

Num período de tempo alargado (por exemplo, 10 anos), essa comissão deveria dedicar-se por inteiro a avaliar o actual e passado sistema, identificando as suas debilidades e os seus pontos fortes, definindo depois propostas que seriam discutidas em público. Depois de implementado, seria avaliado ao fim do período de 10 anos, para se alterar, adaptar e organizar o futuro.

Não percebo porque é que os políticos vêm para o ecrã falar por alto (com demagogia e palavras “feitas”) sobre medidas que podem ou não estar bem justificadas.

Um percurso educativo não tem que “obrigar” a assistir a aulas: se os alunos decidem fazer o seu percurso e depois sujeitar-se a uma avaliação sobre os conteúdos, então que seja permitido isso.

Para mim penso, a diversidade, a autonomia, a escolha e a criatividade são fonte de motivação para um sistema educativo útil para todos.

Publicado por António em 10:57:14 | Link | Comentários Desligados

Segunda-feira, Setembro 28, 2009

Como comunicar?

Este video descreve algumas dicas para comunicar melhor com uma audiência:

Comunicar.

Publicado por António em 19:11:32 | Link | Comentários Desligados

Alguém saberá?O que é um bom professor?

Carta de Berkeley: O que é ou quem é um bom professor?

2009-09-27
Por Maria Elvira Callapez
CiênciaHoje
Publicado por António em 18:34:43 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Setembro 8, 2009

O Homem chegou à lua, verdadeiro ou falso? Verdadeiro!

Se querem a resposta à pergunta “Será que o homem chegou à Lua?” façam-na às pessoas certas, neste caso aos cientistas e terão a resposta correcta.257665main_as12-47-6919_full_thumb.jpg

A hipótese: “O homem não chegou à Lua, tudo o que se passou foi uma ficção”. Isto é completamente e absolutamente falso! Os próprios soviéticos provaram que os americanos estiveram na Lua e não existe um único cientista que esteja em desacordo. Foi de facto um feito extraordinário, sobre-humano, que deixou a humanidade em êxtase.

Por isso, aconselho a todos a explicação (em video), muito mais legítima do que a minha, do cientista Carlos Oliveira, da Universidade do Texas, Austin, que se encontra no site português sobre ciência, CiênciaHoje.

Outro problema, são os emails que circulam na internet, uns anunciando o fim do mundo, outros dizendo que vamos ter duas luas, ou que holocausto nunca aconteceu. São recorrentes. Perante este tipo de mensagens não hesitem em verificar a credibilidade de quem envia!

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Publicado por António em 19:38:32 | Link | Comentários (1) »

Sexta-feira, Abril 10, 2009

aprender

“O único indivíduo formado, é aquele que aprendeu como aprender, como se adaptar, como mudar, é aquele que aprendeu que nenhum conhecimento é seguro e que só a capacidade de adquirir conhecimentos pode conduzir auma segurança fundamentada.”

Carl Rogers
Liberté pour apprendre, Éditions Dunod, 1976
Publicado por António em 12:09:52 | Link | Comentários Desligados

Segunda-feira, Abril 6, 2009

Quanto Mais Aprendemos Mais Vontade Temos de Dormir


Dormir parece ser um bom remédio para aprender.

Outros estudos sugerem que os adolescentes necessitam de dormir ainda mais do que os adultos porque o seu corpo, no seu todo, se encontra em desenvolvimento, dai que às 8:30 ainda dormem na aula: os adolescentes não deveriam ter aulas antes das 9:30.

Segundo o Ciência Hoje: “Uma equipa de investigadores norte-americanos concluiu que o sono ajuda a limpar o cérebro de informações desnecessárias e a dar lugar a novas aprendizagens, num trabalho hoje publicado pela revista Science.
 

Publicado por António em 12:07:28 | Link | Comentários Desligados

Sábado, Março 14, 2009

K-Places: um motor de busca dedicado.

Publicado por António em 16:45:16 | Link | Comentários Desligados

Terça-feira, Março 10, 2009

Num programa sobre Darwin começa-se por falar sobre “aprender”…


…e o gosto que é fazê-lo. E tão grande quanto o verbo é outro verbo, discutir o “aprender” e como fazê-lo melhor, e quando sentimos que alguém sorri porque aprendeu, a exclamação de agrado por ter entendido, por ter desvendado mais uma cortina, por ter acedido ao degrau seguinte, que é seu por inteiro.

Se for capaz de deixar os meus alunos, a todos sem excepção, no “seu” degrau seguinte sinto-me humano. E sinto que é algo que escpa na escola de hoje, o humanismo, e mais , sinto que é uma das coisas que falta na escola de hoje, o prazer de aprender. A alegria em fazê-lo.

E ao mesmo tempo é estranho, o cérebro está permanentemente a procurar informação e a conceder-lhe significado, quer dizer, gosta de aprender, e no entanto ninguém parece gostar da escola, tanto professores como alunos, porquê?

Publicado por António em 22:55:06 | Link | Comentários Desligados

Domingo, Março 8, 2009

Aprendizagem Compatível com o Cérebro

Aprendizagem Compatível com o Cérebro ou Brain Based Learning é o resultado das investigações de neurociência aplicadas à educação, realizadas na metade final do século passado,

Consiste num conjunto de estratégias educativas que têm como objectivo diminuir a lacuna que existe entre o querer aprender e o querer ensinar.

Estas estratégias podem compatibilizar-se com a prática em sala de aula de cada professor.

A ideia é simplesmente ajustar as dinâmicas de aprendizagem ao modo como o cérebro aprende tendo em conta o corpo como um todo, gerindo e estimulando os períodos de atenção, introduzindo a diversidade e o contraste como estratégias para tornar mais eficiente a aprendizagem.

Dicas:

  • O cérebro necessita de oxigenação: os nossos alunos estão muitas horas sentados, inibindo a oxigenação; proporcionar o movimento em sala de aula é muito útil para este processo;
  • O Cérebro pode processar em paralelo: pode executar duas tarefas ao mesmo tempo;
  • Aprender envolve o corpo por inteiro;
  • Aprender é inato: o cérebro está naturalmente à procura de significado;
  • Aprende-se identificando padrões;
  • As emoções são críticas para estabelecer padrões;
  • Aprender envolve o cérebro no todo e em partes, simultaneamente;
  • Aprender envolve atenção focada e percepção periférica;
  • Existem dois tipos de memória: espacial, de curto e longo prazo;
  • Aprender envolve processos conscientes e inconscientes;
  • Aprender é estimulado pelos desafios e diminuído pelo medo e stress exagerado;
  • Não existem dois cérebros iguais;
  • Tempo Tempo Tempo: um aluno aprende em cinco minutos, outro demorará dias, ambos, de acordo com o seu próprio tempo de aprendizagem;
  • Associado aos momento de atenção, o Cérebro necessita de momentos de reflexão: são cerca de 16 ciclos diários de altos e baixos na atenção com duração de 90 a 110 minutos cada um;
  • Conseguimos períodos de atenção entre os 20 e os 40 minutos se utilizarmos o contraste, alternado com momentos de reflexão; aconselha-se a utilizar a instrução directa com contraste: 1º e 2º ciclo – 5 a 7 minutos; 3º ciclo e secundário – 12 a 15 minutos;
  • Dois tipos de memória: curto e longo prazo, espacial e de rotina;
  • O cérebro é “plástico”: andar de bicicleta é um exemplo: à medida que vamos aprendendo o cérebro altera as suas redes neuronais;

Ficheiro Plano de Aula compatível com o cérebro: http://www.slideshare.net/fqantoinio/plano-aulabbl

Mais dicas: http://terrear.blogspot.com/2009/03/sete-fundamentos-da-aprendizagem.html

Referências:
http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1266411&idCanal=74
New Horizons For Learning
Learning Brain Europe
Brain Based Hints and Definition

Cérebro

Publicado por António em 12:57:45 | Link | Comentários Desligados